Assembleia mantém indicativo de greve e aprova ato público para 18 de junho

Professoras e professores da Universidade de Brasília (UnB) realizaram assembleia na quinta-feira (11) para discutir a abertura das negociações com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e definir os próximos passos da mobilização em defesa da URP. A categoria promoveu ajustes na pauta de reivindicações, manteve o indicativo de greve e o estado de assembleia permanente, além de aprovar novas ações de mobilização.

Após oito meses de mobilização, as tratativas foram formalmente iniciadas. Na terça-feira (9), foi assinado o termo de providências acauteladoras que viabiliza a abertura da mesa de negociação no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF).

O documento estabelece as regras para o processo negocial, incluindo a aplicação da absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes nas folhas de pagamento de maio, junho e julho de 2026.

Na avaliação dos docentes, a abertura da negociação representa uma conquista importante, resultado direto da mobilização construída desde setembro de 2025. Durante a assembleia, também foram apresentadas dúvidas sobre o conteúdo do termo e sobre a condução das negociações.

A diretoria da ADUnB esclareceu que o documento assinado reúne apenas as regras necessárias para a instalação da mesa, não se configurando como o acordo sobre a URP. As reivindicações da categoria serão apresentadas na primeira rodada de negociações, marcada para 18 de junho. Também foi assegurado que qualquer proposta apresentada pelo MGI, assim como os desdobramentos das tratativas, será debatida em assembleia.

Após a discussão dos quatro pontos que já estão sendo encaminhados aos órgãos responsáveis, a assembleia aprovou ajustes na redação da pauta:

1. Inclusão de todos os professores que não recebem a URP e recebimento de retroativos;

2. Compromisso do MGI e da AGU de incidir sobre o TCU no sentido de dissuadi-lo a retirar a URP dos aposentados, restituindo as retiradas indevidas.

3. Não absorção até o fim da negociação, com pagamento retroativo, e discussão do congelamento e do percentual de absorção;

4. Não incidência da absorção sobre promoções e progressões e outros acréscimos remuneratórios de caráter permanente.

A assembleia avaliou que o êxito das negociações está diretamente relacionado à força demonstrada pela categoria ao longo do processo. Por isso, foi aprovada a realização de um ato público durante a primeira reunião da mesa de negociação, em 18 de junho, como forma de manter a pressão sobre o MGI e fortalecer a mobilização.

Moção de Repúdio

Ao final da assembleia, professoras e professores aprovaram uma Moção de Repúdio ao anteprojeto de lei higienista e manicomial apresentado pelo Governo do Distrito Federal.

"Trata-se de mais uma iniciativa higienista, manicomial e voltada a fomentar o complexo industrial manicomial no DF, com contratos, convênios e financiamento público de instituições privadas e manicomiais, como as Comunidades Terapêuticas", afirma o documento.

Leia na íntegra.

 

Publicado em 12 de junho de 2026

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