ADUnB realiza reuniões com aposentados e novos docentes sobre a URP
Com o objetivo de atualizar a categoria sobre o andamento das tratativas da URP, a ADUnB promoveu, nos dias 7 e 8 de abril, reuniões com docentes aposentados e recém-ingressos da Universidade de Brasília (UnB). O diálogo com os novos docentes acontecerá em outra sessão na quinta-feira (9), às 17h30, na sala de reuniões do sindicato. Já as deliberações sobre os próximos passos da categoria ocorrerão em assembleia geral na sexta-feira (10), às 15h30, no auditório da ADUnB.
Em 2 de abril, o sindicato foi informado da determinação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para a absorção da URP na folha de pagamento dos docentes da UnB a partir de abril de 2026. A medida afeta diretamente o reajuste salarial de 3,5% conquistado após a greve de 2024. Como a nova regra prevê a absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes devidos a partir dessa data, parte do reajuste pode, na prática, ser neutralizada pela redução proporcional da rubrica da URP. Ressalta-se, contudo, que não há diminuição dos salários atuais, mas sim redução no impacto do reajuste.
Leia mais sobre o documento do MGI.
Diante desse cenário, a diretoria da ADUnB reuniu-se com a Reitoria da UnB no dia 6 de abril para discutir o conteúdo do documento, avaliar as possibilidades e os limites institucionais de atuação, bem como buscar o adiamento da medida.
Na terça-feira (7), o sindicato deu continuidade às articulações para a abertura de uma mesa de negociação. A discussão ocorreu no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), vinculada à Advocacia-Geral da União (AGU).
Na ocasião, a ADUnB manifestou discordância em relação à imposição da absorção da URP antes do trânsito em julgado do processo judicial. Também destacou a inexistência de decisão específica do STF que determine tal medida, além da ausência de negociação formal com a categoria, solicitada desde o final de 2025. O sindicato defendeu ainda que docentes ingressos após novembro de 2023 — que atualmente não recebem a URP — passem a ter direito ao pagamento, com efeitos retroativos. Foi reivindicada ainda a suspensão dos descontos atualmente aplicados a alguns docentes aposentados.
No momento, a ADUnB aguarda a manifestação da CCAF sobre a abertura da mesa de negociação.
Durante as reuniões com a categoria, a diretoria reforçou a importância da participação na assembleia de sexta-feira (10). “Vivemos um momento decisivo, que exige envolvimento ativo da categoria. Como seção sindical democrática e de base, é na assembleia que definiremos coletivamente os próximos passos. A presença de todas e todos é essencial para qualificar o debate e fortalecer a mobilização em defesa da URP”, afirmou a presidenta da ADUnB, Maria Lídia Bueno Fernandes.
Publicado em 08 de abril de 2026