Professores da UnB seguem em negociação e mantêm indicativo de greve

Foto: Marina Flores / Ascom ADUnB
Foto: Marina Flores / Ascom ADUnB

A assembleia dos docentes da Universidade de Brasília (UnB) realizada nesta terça-feira (18) apostou na continuidade das tratativas com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) sobre o processo de absorção da Unidade de Referência de Preços (URP). A próxima reunião de negociação, na Câmara de Mediação e Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), está prevista para a quarta-feira (19). Professoras e professores seguem com indicativo de greve e em estado de assembleia permanente. A deliberação sobre deflagração de greve pode ser pautada em assembleia posterior, conforme os desdobramentos da negociação.

Na última reunião, realizada em 14 de agosto, o MGI apresentou proposta que envolve:

a) Absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios sobre o valor da URP, que atualmente é o percentual aplicado devido ao Termo de Providências Acauteladoras, documento de instauração da mesa de negociação;

b) Pagamento da URP para docentes que ingressaram na UnB até dezembro de 2025, com retroativo às respectivas datas de entrada;

c) Não incidência da absorção nas promoções e progressões concedidas até 31 de março de 2026 que tiveram os efeitos financeiros efetivados em abril, com restituição dos valores absorvidos;

d) Formalização de documento do MGI e da Advocacia-Geral da União (AGU), no Termo de Acordo, em relação aos descontos indevidos efetuados pelo Tribunal de Contas da União (TCU) na URP de aposentados, com o objetivo de reverter este processo.

Na avaliação dos professores, a proposta apresenta alguns avanços conquistados devido à mobilização da categoria em relação ao cenário atual, todavia ainda muito distante do atendimento às demandas já apresentadas. A continuidade do diálogo foi considerada importante para o aprimoramento das proposições do MGI.

Professoras e professores da UnB seguem em luta pelo recebimento da URP para toda a categoria. Buscam o reconhecimento das promoções e progressões como acréscimos remuneratórios que qualificam e valorizam a carreira docente, não sendo passíveis de absorção.

A assembleia realizada com ampla participação da categoria deliberou pela manutenção do indicativo de greve e do estado de assembleia permanente como continuidade da mobilização da categoria em defesa da URP. O debate sobre deflagração de greve pode ser retomado posteriormente, conforme os desdobramentos das negociações.

“Hoje a categoria decidiu pela manutenção do diálogo e apostou na continuidade da negociação. Não temos dúvidas que se trata de um processo árduo e que continuará exigindo de nós uma ampla mobilização. Seguimos com a certeza de que a greve é um instrumento de luta legítimo e de enorme importância, que ainda pode ser utilizado, caso não seja possível a construção de uma proposta consensual”, destacou Maria Lídia Bueno Fernandes, presidenta da ADUnB.

Publicado em 18 de agosto de 2026

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