Professores da UnB aprovam paralisação e deflagração de greve será definida na terça-feira (18)
A assembleia dos docentes da Universidade de Brasília (UnB), realizada nesta quinta-feira (13), definiu que a decisão sobre deflagração de greve será na terça-feira (18), na perspectiva de aguardar a sexta rodada de negociação com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), que ocorrerá no dia 14 de agosto. Foi deliberada a paralisação das atividades no dia 18 de agosto. A falta de perspectiva de avanço nas negociações referentes à Unidade de Referência de Preços (URP) levou a categoria ao entendimento de que a greve é o caminho possível para sinalizar a insatisfação dos docentes frente às perdas salariais pela absorção da URP.
Até o momento, foram realizadas cinco rodadas de negociação no âmbito da CCAF para tratar da absorção da URP. Apesar dos debates realizados ao longo das tratativas, ainda não foi apresentada uma proposta concreta para as questões em discussão. O MGI até o momento permanece com a posição de estender as regras da absorção das demais categorias do serviço público federal aos docentes da UnB, mesmo com as especificidades jurídicas e institucionais.
Os docentes aguardam os desdobramentos da reunião com o MGI nesta sexta-feira (14) para retomar esse tema em assembleia no dia 18 de agosto.
“Utilizaremos esse tempo até a próxima assembleia para mostrar mais uma vez ao MGI a nossa disposição em negociar e cobrar a construção de uma proposta que atenda às nossas reivindicações. Também será um período para fortalecer a mobilização docente, fundamental para os próximos passos da luta”, ressaltou Maria Lídia Bueno Fernandes, presidenta da Associação dos Docentes da UnB (ADUnB).
Reivindicações
Professoras e professores da UnB lutam pelo recebimento da URP para toda a categoria há 35 anos. Buscam solucionar os descontos indevidos da URP dos aposentados a partir de atuação do MGI e da Advocacia-Geral da União (AGU) junto ao Tribunal de Contas da União (TCU). Reivindicam que a absorção da URP não seja efetuada até o fim da negociação ou do trânsito em julgado da ação no Supremo Tribunal Federal (STF). Por fim, buscam reverter as absorções integrais que ocorreram em maio, bem como reconhecimento das promoções e progressões como acréscimos remuneratórios que qualificam e valorizam a carreira docente, não sendo, portanto, passíveis de absorção.
Publicado em 13 de agosto de 2026