Promoções e progressões retornam à pauta da mesa de negociação sobre a URP

A incidência da absorção da URP sobre promoções e progressões voltou a ser debatida na mesa de negociação realizada no âmbito da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF). A quarta rodada de negociações ocorreu nesta quinta-feira (16).

Na reunião anterior, realizada em 2 de julho, a diretoria da ADUnB reafirmou a posição da categoria de que promoções e progressões não devem ser alvo de absorção, além de apresentar a relevância desses direitos para a carreira docente. Na ocasião, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) comprometeu-se a realizar estudos sobre o tema e encaminhá-los ao sindicato para análise.

Os documentos enviados pelo MGI apresentam o embasamento jurídico utilizado pelo ministério para justificar a incidência da absorção sobre promoções e progressões na UnB e nas demais carreiras do serviço público federal.

A quarta rodada da mesa de negociação foi dedicada à análise desse material. Durante a reunião, a ADUnB deu continuidade ao processo de convencimento sobre as especificidades da carreira do magistério superior federal, destacando as singularidades das promoções e progressões e a importância de impedir que esses direitos sejam atingidos pela absorção da URP. 

"Foi uma reunião importante, marcada por muito diálogo e pela discussão de um tema fundamental para assegurar a valorização da categoria docente. O processo de negociação é complexo e exige tempo para que seja possível construir alternativas viáveis para o cenário atual da URP. A próxima reunião acontece no dia 23 de julho, e esperamos que as professoras e os professores da UnB permaneçam mobilizados em defesa da URP durante todo o processo de negociação", ressaltou Pedro Mandagará, 1º tesoureiro da ADUnB.

No dia 22 de julho, será realizada a assembleia dos docentes da UnB para os repasses sobre a reunião e discussão dos próximos passos da luta.

 

Publicado em 16 de julho de 2026

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