Terceira rodada da mesa de negociação sobre a URP debate promoções e progressões
As negociações sobre a URP dos docentes da UnB seguem em andamento. A terceira reunião da mesa, realizada no âmbito da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF), ocorreu na quinta-feira (2). O principal ponto da pauta foi a absorção dos reajustes e outros encargos, em especial sobre promoções e progressões na carreira docente.
Na reunião anterior, o debate deu ênfase na temática dos novos docentes. Desde novembro de 2023, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) não permite o acréscimo de professoras e professores para pagamento da URP. A diretoria da ADUnB apresentou a reivindicação de inclusão de todos os docentes que não recebem a URP.
Já na terceira rodada de negociação, a diretoria ADUnB destacou a importância das promoções e progressões para a valorização da carreira e do trabalho docente. Foi reafirmada a posição da categoria de que a absorção da URP não deve incidir sobre esses direitos.
Os representantes do MGI comprometeram-se a realizar estudos sobre os temas e a encaminhar os documentos produzidos para debate da categoria.
Também voltou à pauta a reivindicação de um compromisso do MGI e da Advocacia-Geral da União (AGU) para atuar junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de pôr fim aos descontos indevidos da URP sobre os proventos dos docentes aposentados.
Todos os temas abordados até então nas tratativas estão em análise e voltarão ao debate na próxima rodada de negociação, prevista para 16 de julho.
"Foi uma reunião importante, na qual pudemos apresentar o funcionamento da nossa carreira e fornecer informações essenciais para o avanço das negociações. As discussões terão continuidade na próxima reunião. É importante lembrar que, assim que houver uma proposta para deliberação, convocaremos uma assembleia para que a categoria possa debatê-la e decidir coletivamente os próximos passos. É fundamental que professoras e professores permaneçam mobilizados para que a força do movimento docente incida nas negociações", destacou Maria Lidia B. Fernandes, presidenta da ADUnB.
Publicado em 03 de julho de 2026