Docentes realizam ato público em defesa da URP durante primeira reunião da mesa de negociação na AGU

A ADUnB-Seção Sindical do ANDES-SN promoveu nesta quinta-feira (18), juntamente com docentes da Universidade de Brasília, um ato público no Ceubinho em defesa da URP. A mobilização ocorreu simultaneamente à primeira reunião da mesa de negociação instalada no âmbito da Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal (CCAF), da AGU, destinada a estabelecer pontos da agenda de negociação.

Esta foi a quarta manifestação realizada desde o início de abril, quando o MGI informou à UnB que a absorção da parcela deveria ser aplicada já nos contracheques daquele mês. Durante o ato, integrantes da diretoria da ADUnB e professores distribuíram panfletos explicativos sobre o atual momento, atualizaram a comunidade universitária sobre os pontos que estão sendo levados à mesa de negociação e dialogaram sobre os impactos para a universidade das medidas adotadas pelo governo até então.

Ao final da mobilização, os representantes da ADUnB que participaram da tratativa hoje na AGU realizaram informes à categoria sobre os encaminhamentos do encontro. De acordo com o diretor da entidade, professor Pedro Mandagará, a reunião foi realizada com a negociadora da CCAF e teve como objetivo estabelecer os primeiros parâmetros da agenda de negociação. “Nós tivemos a oportunidade de reafirmar os quatro pontos definidos pela categoria em assembleia, que serão defendidos pela ADUnB durante o processo”, destacou. Segundo ele, também ficou marcada para o próximo dia 25, às 10h, a uma reunião bilateral com a participação do MGI.

A presidenta da ADUnB, professora Maria Lídia Bueno, avaliou a abertura da mesa como uma vitória da categoria. Segundo ela, a instalação desse espaço de diálogo é resultado dos esforços empreendidos pela entidade desde setembro para viabilizar a negociação e avançar na pauta definida pelos docentes. Maria Lídia reconheceu que o processo não será simples, mas afirmou que a ADUnB está confiante de que está construindo um caminho sólido para enfrentar as questões relacionadas à URP, que afetam profundamente a carreira docente.

A pauta aprovada pela assembleia e apresentada pela ADUnB nas tratativas é composta pelos seguintes pontos:

1. Inclusão de todos os professores que não recebem a URP e recebimento de retroativos;

2. Compromisso do MGI e da AGU de incidir sobre o TCU no sentido de dissuadi-lo a retirar a URP dos aposentados, restituindo as retiradas indevidas.

3. Não absorção até o fim da negociação, com pagamento retroativo, e discussão do congelamento e do percentual de absorção;

4. Não incidência da absorção sobre promoções e progressões e outros acréscimos remuneratórios de caráter permanente.

Providências acauteladoras

A instalação da mesa de negociação tornou-se possível após a assinatura, por todas as partes, do Termo de Providências Acauteladoras, instrumento elaborado para conferir estabilidade ao cenário institucional e permitir a abertura das tratativas.

As medidas pactuadas possuem caráter temporário e preveem a aplicação da absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes nas folhas de pagamento referentes aos meses de maio, junho e julho de 2026. O documento estabelece ainda que docentes que tiveram eventuais diferenças decorrentes de pagamentos efetuados a maior ou a menor serão objeto de acerto de contas somente após a celebração de um acordo definitivo.

A ADUnB também destacou que a mobilização da categoria continuará sendo necessária para fortalecer a defesa da pauta docente durante todo o processo de negociação.

 

Publicado em 18 de junho de 2026

Galeria de imagens

Clique para ampliar
Compartilhe: