ADUnB assina termo para abertura das negociações com o MGI na CCAF

Nesta terça-feira (9), a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB), o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e os demais órgãos envolvidos nas tratativas sobre a URP assinaram o termo de providências acauteladoras que viabiliza a abertura da mesa de negociação no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF). A formalização do termo era necessária para o início oficial das negociações, uma conquista relevante para a categoria.

A construção do texto do termo teve início no âmbito da reunião realizada na CCAF, em 25 de maio. Na ocasião, a mediadora da Advocacia-Geral da União (AGU) propôs a estabilização do cenário institucional como forma de viabilizar a abertura da mesa de negociação. A iniciativa buscou amenizar as tensões entre as partes frente às incertezas decorrentes da discrepância no processo de implementação das absorções dos reajustes remuneratórios nas folhas de abril e maio.

Como resultado da mediação da AGU, as providências acauteladoras adotadas têm caráter temporário e asseveram a aplicação da absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes nas folhas de pagamento referentes aos meses de maio, junho e julho de 2026. O texto prevê ainda a correção, na folha de junho, dos percentuais aplicados em maio para a parcela da categoria que teve a absorção de 100% do reajuste. Eventuais diferenças financeiras serão analisadas quando da conclusão das discussões e eventual celebração de um acordo definitivo.

Para a diretoria da ADUnB, a assinatura do termo representa um passo importante para a efetiva negociação sobre os temas que, por decisão de assembleia, o sindicato vem pautando: 

  • Não absorção de reajustes;

  • Inclusão dos docentes que ainda não recebem a URP; 

  • Não incidência da absorção sobre promoções, progressões e outras rubricas remuneratórias permanentes;

  • Correção dos descontos indevidos aplicados na URP dos aposentados determinados pelo TCU.

“É importante lembrar que o termo assinado ainda não se trata da negociação em si. Todas as decisões referentes  às negociações serão decididas em assembleia. Portanto, conclamamos que a categoria esteja em peso na assembleia do dia 11 de junho, às 15h30, no auditório do sindicato, para contribuir com a construção dos próximos passos”, ressalta Maria Lídia Bueno Fernandes, presidenta da ADUnB. 


 

Publicado em 09 de junho de 2026

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