Assembleia mantém indicativo de greve até o início das negociações na CCAF

Professoras e professores da Universidade de Brasília (UnB) permanecerão em indicativo de greve. A decisão foi tomada durante assembleia da categoria realizada nesta segunda-feira (25), após avaliação de que é necessário manter a mobilização enquanto o sindicato inicia as negociações no âmbito da Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF). A próxima assembleia para discutir ações relacionadas ao indicativo de greve acontecerá em 11 de junho.

No início da assembleia, foi apresentada uma retrospectiva dos acontecimentos relacionados à URP desde setembro de 2025, com o objetivo de subsidiar o debate. Entre os pontos destacados estiveram o início da absorção dos acréscimos remuneratórios de 60% sobre a URP na folha de abril e a determinação do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) de ampliar a absorção para 100% no mês de maio. Também foi informada a reabertura do sistema da folha de pagamento deste mês, com o retorno do percentual de 60% para cerca de metade dos docentes.

A diretoria da ADUnB apresentou informes sobre a reunião da CCAF realizada nesta segunda-feira (25). Na ocasião, a Advocacia-Geral da União (AGU) propôs a estabilização do cenário institucional, com a absorção dos reajustes em 60% para todos os docentes da UnB durante duas folhas de pagamento. Nesse período, seria oficialmente aberta a negociação com o MGI para discutir os seguintes pontos defendidos pelo sindicato: absorção; inclusão dos docentes ingressos na UnB a partir de novembro de 2023 no pagamento da URP; fim dos descontos da URP dos aposentados; e não incidência da absorção da URP nas promoções e progressões. Os termos detalhados da abertura da negociação deverão ser definidos até a sexta-feira (29).

A AGU informou ainda que a Ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) e relatora do processo da categoria, Cármen Lúcia, sinalizou a intenção de realizar uma reunião entre ADUnB, MGI e AGU em busca de uma solução consensual para o conflito.

Na avaliação da assembleia, a abertura da negociação após oito meses de negativas por parte do MGI representa uma vitória da mobilização e demonstra o acerto da estratégia adotada pela categoria. Por isso, a assembleia considerou fundamental manter o indicativo de greve e seguir pressionando os órgãos competentes para o atendimento das reivindicações.

No dia 11 de junho, professoras e professores realizarão nova assembleia para avaliar o andamento das negociações e definir os próximos passos relacionados ao indicativo de greve.

 

Publicado em 27 de maio de 2026

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