ADUnB intensifica luta pela URP com ato público no Ceubinho e reunião com aposentados

A luta em defesa da URP segue acontecendo na Universidade de Brasília. Nesta terça-feira (12), a diretoria e a assessoria jurídica da ADUnB se reuniram com aposentadas e aposentados para discutir as especificidades da URP para esse grupo. Já nesta quarta-feira (13), docentes realizaram um ato público no Ceubinho que teve como principal objetivo convocar a categoria para a Assembleia Geral desta quinta-feira (14).

As atividades ocorreram em um cenário de agravamento das ameaças ao direito da categoria. Além da aplicação da absorção de 60% sobre os reajustes, o MGI passou a indicar a possibilidade de ampliação para 100%, o que intensificou a preocupação e a indignação entre os docentes.

Organizado pela diretoria da ADUnB e pelo Comitê de Mobilização, este foi o terceiro ato realizado pelos docentes em defesa da manutenção da URP desde o início de abril, quando o MGI informou à Universidade de Brasília que a absorção já deveria ser aplicada nos contracheques daquele mês. Além de convocar a categoria para a Assembleia Geral desta quinta-feira (14), às 15h30, integrantes da diretoria e do Comitê distribuíram panfletos explicativos e informativos sobre o atual momento da luta em defesa da URP e dialogaram com docentes e estudantes sobre os impactos das medidas adotadas pelo governo.

A presidenta da ADUnB, Maria Lídia Bueno, destacou durante o ato que a defesa da URP envolve também a defesa da segurança jurídica e da valorização da carreira docente. Segundo ela, o valor representa mais do que uma rubrica salarial, estando ligado ao reconhecimento do trabalho desenvolvido pelos professores e da importância da universidade pública para a transformação da sociedade. A presidenta complementou: “Convidamos toda a comunidade universitária a estar presente na assembleia para construirmos juntos um caminho de luta, resistência e enfrentamento ao autoritarismo”, afirmou.

Na reunião realizada com aposentadas e aposentados, foram debatidos os impactos específicos das medidas sobre esse grupo. Na interpretação do Tribunal de Contas da União (TCU), a liminar concedida pela ministra Cármen Lúcia, em 2006, que garantiu o pagamento da URP por vinte anos, não previa que a rubrica acompanhasse os reajustes implementados ao longo dos anos. Com isso, o TCU determinou o retorno da URP aos valores de 2009 e, em alguns casos, aos de 2006. De acordo com levantamento realizado pela ADUnB, até o momento, 68 aposentadas e aposentados estão nessa situação.

Além desses cortes, esse grupo também enfrenta a absorção de 60% dos reajustes sobre a URP, o que representa uma dupla perda para os docentes aposentados.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) segue sem sinalizar qualquer possibilidade de suspender os cortes determinados pelo TCU ou a absorção já iniciada na folha de pagamento de abril.

Durante a reunião, aposentadas e aposentados puderam esclarecer dúvidas sobre o cenário atual e discutir os próximos passos da luta em defesa da URP.

A diretoria da ADUnB relembra toda a categoria docente da importância da participação na Assembleia Geral desta quinta-feira. Na ocasião, será discutido e votado o indicativo de greve, em uma decisão que depende da participação e do posicionamento coletivo das professoras e dos professores da Universidade de Brasília. A presença de cada docente faz diferença neste momento de defesa dos direitos da categoria e da universidade pública.

Assembleia Geral – Indicativo de Greve

  • Quinta-feira | 14 de maio
  • 15h30
  • Auditório da ADUnB – UnB Campus Darcy Ribeiro
 

Publicado em 14 de maio de 2026

Compartilhe: