Conselho de Representantes avalia ações sobre a URP
O Conselho de Representantes da ADUnB (CR) realizou, na terça-feira (28), uma reunião ampliada para debater a URP e a política de moradia da UnB. O encontro discutiu estratégias para fortalecer a mobilização contra a absorção da URP e ampliar a comunicação com a categoria.
URP
Durante a reunião, foi apresentada uma síntese das ações do sindicato desde a assembleia de 23 de abril. No encontro de 24 de abril com a Reitoria da UnB, o Comitê de Mobilização reforçou a necessidade de impedir a absorção da URP ainda neste mês e destacou que o acórdão do Tribunal de Contas da União (TCU), referente aos técnicos, não se aplica automaticamente a outras categorias. Diante da impossibilidade de alteração da folha de abril, informada pela Universidade, o Comitê solicitou que a Reitoria acionasse o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) para viabilizar a suspensão da medida.
Leia a matéria sobre a reunião com a Reitoria.
A mobilização resultou no envio do ofício nº 0104/2026/DGP ao MGI, solicitando a suspensão da absorção até o término das negociações na Câmara de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF) ou até decisão judicial definitiva, medida considerada um avanço pelo CR.
Saiba mais sobre o ofício enviado ao MGI.
Em 27 de abril, nova rodada de negociação na CCAF não indicou perspectivas de suspensão da absorção de 60% dos reajustes na rubrica URP em abril, ao contrário, apontou o risco de absorção integral caso não haja acordo nos moldes aplicados aos técnicos. A diretoria da ADUnB não considerou essa proposta interessante para a categoria e reafirmou sua disposição em participar de negociação efetiva.
Entenda o que aconteceu na mesa de negociação.
Também foi debatida a nota divulgada pela Reitoria na terça-feira (28). A diretoria e a assessoria jurídica da ADUnB esclareceram dúvidas sobre as ações do sindicato desde dezembro de 2025 até o protocolo da petição ao STF, em 9 de abril, evidenciando que a atuação estava pautada na defesa dos direitos da categoria. O CR destacou a importância da unidade com a Administração da UnB para barrar a absorção, preservando a autonomia sindical frente à Reitoria, aos partidos e ao governo.
Nesta semana, a assessoria jurídica voltou a acionar o STF para apresentar informações sobre o acórdão do TCU como reforço ao pedido de suspensão da medida. A paralisação das atividades docentes e o ato público no MGI, previstos para 30 de abril, foram considerados fundamentais para pressionar o órgão a reverter a absorção.
Moradia
O CR também debateu as dificuldades enfrentadas por docentes, especialmente os recém-ingressos, no acesso e na permanência em imóveis funcionais e alugados da UnB. Para aprofundar o debate, o Conselho aprovou a criação de um grupo de trabalho sobre moradia, que posteriormente avaliará sua integração a algum GT já existente da ADUnB.
Publicado em 29 de abril de 2026