Reivindicação dos docentes não foi atendida: Reitoria afirma que é impossível modificar a folha de abril
Na sexta-feira (24), o Comitê de Mobilização da ADUnB reuniu-se com a Reitoria da UnB para tratar da URP dos docentes. Na ocasião, a diretoria do sindicato protocolou o ofício nº 029/2026, no qual solicita a suspensão da absorção da parcela já na folha de abril e apresenta as justificativas para a medida. Até o momento, porém, a Administração não tomou providências para alterar o pagamento deste mês.
O documento ressalta que o Acórdão nº 998/2026 – Plenário do Tribunal de Contas da União (TCU), referente ao acordo firmado com os técnicos, não estende automaticamente seus efeitos a outras categorias do serviço público que recebem a URP. Em outras palavras, nem mesmo o TCU — que historicamente busca restringir esse direito — considera viável aplicar, de forma automática, a absorção de 60% dos acréscimos remuneratórios permanentes aos docentes.
Também foi destacado que o mandado de segurança da categoria ainda está em tramitação e que não houve a construção de um acordo específico envolvendo os docentes e os órgãos competentes. Diante desse cenário, o sindicato defende que a Reitoria tem respaldo para suspender a medida.
Apesar disso, o pedido não foi atendido. A Reitoria argumenta que segue orientações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e aponta a impossibilidade de promover novas alterações em uma folha de pagamento já processada, mantendo o início da absorção em abril.
Sem avanços nas negociações, a categoria reforça a paralisação das atividades docentes no dia 30 de abril como forma de denunciar a situação. Também convoca ampla participação no ato público em frente ao MGI, a partir das 10h. Haverá transporte, com saída às 9h da sede da ADUnB.
Publicado em 27 de abril de 2026