Assembleia da ADUnB aprova ato no MGI e paralisação em 30 de abril contra a absorção da URP

Na quinta-feira (23), a Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) realizou assembleia geral extraordinária para informar a categoria docente sobre a situação atual da URP e definir, coletivamente, os próximos encaminhamentos diante do cenário em curso. Ao final, foi aprovada a realização de um ato público em frente ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), no dia 30 de abril, data em que também haverá paralisação das atividades docentes na UnB.

Durante a assembleia, a diretoria apresentou um panorama da trajetória da URP na UnB, resgatando a mobilização da categoria desde a década de 1980 e destacando os principais marcos jurídicos. Foram debatidos os processos já movidos, decisões judiciais relevantes, medidas administrativas adotadas ao longo dos anos e o estágio atual da disputa.

A avaliação da categoria é de que é necessário intensificar a mobilização e atuar de forma mais incisiva para barrar o ataque à URP. Nesse sentido, foi deliberada a rejeição de qualquer processo de absorção neste momento, uma vez que não há decisão do STF nesse sentido nem trânsito em julgado da ação. Também foi destacado que não foram abertas negociações com o MGI sobre esses aspectos.

O dia 30 de abril foi definido como um momento estratégico na defesa do direito à URP, com a realização do ato público e da paralisação. As e os docentes também aprovaram a elaboração de uma carta à ministra Esther Dweck, manifestando posição contrária à absorção.

A construção de um plano de lutas para enfrentar o atual cenário será conduzida por um Comitê de Mobilização, composto pela diretoria, docentes que manifestaram interesse durante a assembleia e integrantes do Conselho de Representantes da ADUnB (CR). O grupo será formalizado na próxima reunião ampliada do CR, no dia 28 de abril, às 16h, na Sala de Reuniões do Sindicato.

Também foi deliberada a solicitação urgente de reunião com a Reitoria da UnB, na sexta-feira (24), para tratar dos pontos relacionados à URP e reivindicar a suspensão da absorção na folha de pagamento de abril. Docentes que se dispuseram a integrar o Comitê de Mobilização participaram do diálogo com a Administração, que aconteceu na referida data pela manhã.

Entre os demais encaminhamentos, estão o atendimento e a orientação a docentes impactados pela absorção — especialmente em casos de progressão —, a continuidade das articulações jurídicas, incluindo mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal, a participação em reunião na Câmara de Mediação e de Conciliação da Administração Pública Federal (CCAF), no dia 27 de abril, e o fortalecimento do diálogo com órgãos do governo federal.

O secretário-geral da ADUnB, Pedro Gontijo, destacou a importância da mobilização da comunidade universitária: “Neste momento, é fundamental que cada professor e professora se mobilize. Essa é uma luta coletiva, e as conquistas dependem da nossa capacidade de organização e participação”.

Publicado em 24 de abril de 2026

Galeria de imagens

Clique para ampliar
Compartilhe: