ADUnB convoca docentes para ato do 8 de março em defesa da vida das mulheres
A ADUnB – Associação dos Docentes da Universidade de Brasília, Seção Sindical do ANDES-SN convida a categoria docente da Universidade de Brasília a participar da mobilização do 8 de março, Dia Internacional das Mulheres, que será realizada no Distrito Federal, com concentração às 13h no Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte) e início da marcha às 15h em direção ao Palácio do Buriti.
O mês de março possui um significado histórico e político para os movimentos feministas em todo o mundo. A data de 8 de março marca a luta das mulheres por direitos trabalhistas, participação política, justiça social e pelo enfrentamento das múltiplas formas de violência de gênero. Ao longo das décadas, o período consolidou-se como um momento de mobilização e reflexão sobre as desigualdades enfrentadas pelas mulheres na sociedade.
Nesse contexto, o “Março de Lutas das Mulheres” promovido pela ADUnB reafirma o compromisso da entidade com a democracia, a soberania e os direitos humanos na perspectiva da classe trabalhadora, posicionando o sindicato como um espaço de fomento ao debate crítico e ao engajamento social. a ADUnB também apoia a Marcha das Mulheres do DF e Entorno e convida as docentes e os docentes da Universidade de Brasília a participarem do ato, que expressa a indignação diante da violência cotidiana contra as mulheres e reafirma a defesa de direitos historicamente conquistados.
Dados recentes indicam aumento nos casos de feminicídio, enquanto permanecem insuficientes as políticas públicas de prevenção, acolhimento e proteção às mulheres em situação de violência. Diante dessa realidade, movimentos sociais e entidades defendem o fortalecimento da rede de proteção, incluindo investimentos nas Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e orçamento adequado para as Casas da Mulher Brasileira.
Estudos nacionais também apontam para a gravidade do problema. De acordo com o levantamento “Retrato dos Feminicídios no Brasil”, elaborado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no país em 2025, o que representa um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior. Desde a tipificação do feminicídio na legislação brasileira, em março de 2015, ao menos 13.703 mulheres já foram assassinadas em razão de sua condição de gênero.
No Distrito Federal, os números também chamam atenção. O número de vítimas passou de 23 casos em 2024 para 28 em 2025, um aumento de 21,1% em apenas um ano, segundo o mesmo levantamento.
Para a ADUnB, a universidade pública tem papel fundamental nesse debate. Além de produzir conhecimento sobre as desigualdades sociais, a instituição também deve se posicionar em defesa da democracia, da justiça social e da transformação da realidade.
Programação do ato – 8 de março
13h – Concentração: Eixo Cultural Ibero-Americano (antiga Funarte)
15h – Início da marcha: em direção ao Palácio do Buriti
Publicado em 05 de março de 2026