Unidade de ação para combater a extrema direita mundial e brasileira é debatida na Plenária de Conjuntura do 44º Congresso do ANDES-SN
“Conjuntura e Movimento Docente” foi o tema da primeira plenária do 44º Congresso do ANDES-SN, realizada na segunda-feira (2). Na ocasião, foram apresentados e debatidos os 15 Textos Resolução (TRs) que compõem o Caderno de Textos do evento. As análises convergiram no diagnóstico de uma crise estrutural do capitalismo, no avanço da extrema direita no Brasil e no mundo e na necessidade de organização coletiva da classe trabalhadora para enfrentar esse cenário. A diretoria da Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) também apresentou um TR, com contribuições sobre a crise civilizatória, a realidade educacional brasileira e as relações entre educação emancipadora, consciência e privatização do ensino.
Os textos apontam que o mundo atravessa mais uma crise estrutural do capitalismo, com impactos econômicos, sociais, políticos e ambientais. Há consenso quanto à escalada da extrema direita, evidenciada pela eleição de Donald Trump e Javier Milei, entre outros representantes. Nesse contexto, a solidariedade anti-imperialista é considerada fundamental para enfrentar os ataques à soberania dos países do Sul Global. No plano nacional, as discussões também destacaram a fragilidade democrática, marcada pela permanência do bolsonarismo e pela atuação de um Congresso Nacional distante das demandas da classe trabalhadora. Foram abordados ainda os limites do governo Lula-Alckmin, especialmente quanto aos impactos para os servidores e os serviços públicos. Em relação ao ANDES-SN, os TRs reafirmam a independência de classe frente a governos e partidos.
TR proposto pela Diretoria da ADUnB
O texto “Conjuntura e Movimento Docente”, apresentado pelo secretário-geral da ADUnB, Pedro Gontijo, abordou a crise civilizatória e a necessidade de superação do capitalismo na perspectiva do socialismo e do bem-viver. A análise reconhece o crescimento das matrículas no ensino superior, mas alerta para a lógica neoliberal que estimula o individualismo e a ideia do “empreendedor de si” entre docentes. Defende a tecnociência solidária e a educação como princípio voltado ao desenvolvimento do potencial criativo humano, além do protagonismo sindical, bem como aproximação e diálogo profícuo com movimentos populares e segmentos emancipatórios da sociedade brasileira
Entre as proposições do TR da ADUnB, destaca-se a atuação articulada nos três Poderes: no Legislativo, com apoio do DIAP; no Executivo, subsidiada pelo DIEESE; e no Judiciário, visando impulsionar as lutas da categoria. O texto também defende a aproximação com UNE, FASUBRA e SINASEFE para a construção de pautas comuns no FONASEFE.
Publicado em 03 de março de 2026