Nota de Solidariedade aos estudantes processados por Celina Leão após protesto sobre o BRB

Foto: Kizomba
Foto: Kizomba

A Associação dos Docentes da Universidade de Brasília (ADUnB) manifesta sua indignação diante da abertura de processo contra estudantes do Coletivo Kizomba pela vice-governadora Celina Leão. É inadmissível que o Poder Judiciário seja acionado para perseguir jovens que expressam preocupação com os rumos do Banco de Brasília (BRB) e do Distrito Federal.

A exigência de pagamento de R$ 30 mil por danos morais, bem como a própria medida judicial, configura um ataque frontal à democracia e ao Estado Democrático de Direito. Ao tentar transformar críticas políticas e charges em infrações legais, o Governo do Distrito Federal (GDF) adota uma postura autoritária, que busca silenciar o descontentamento popular e intimidar os movimentos sociais para que deixem de resistir. É fundamental reafirmar: lutar não é crime. A cobrança por transparência e a responsabilização das autoridades na gestão dos bens públicos são pilares de qualquer sociedade democrática.

Os estudantes cumprem seu papel ao defender o BRB — banco que pertence ao povo de Brasília — diante do que se apresenta como um dos episódios mais nebulosos da história do DF. O escândalo envolvendo a tentativa de aquisição do Banco Master resultou em um rombo bilionário, estimado em R$ 12 bilhões, ameaçando diretamente o financiamento de serviços essenciais, como saúde e educação.

A ADUnB reafirma sua solidariedade aos estudantes do Coletivo Kizomba e sustenta que a população não pode arcar com os custos de uma transação articulada pelo GDF validada pela cúpula do BRB.

 
Diretoria da ADUnB

Publicado em 27 de fevereiro de 2026

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