Ditadura nunca mais: ADUnB participa de atos em memória do golpe de 1964

Nessa terça-feira (1º), data que marca os 61 anos do golpe militar, a ADUnB-S.Sind participou de dois atos que destacaram a importância da luta por memória, justiça e reparação na história brasileira, sobretudo, na Universidade de Brasília, palco de invasões militares violentas no período ditatorial.

O Coral da ADUnB entoou a música “Povo unido” durante o ato “Ainda estamos aqui: ditadura nunca mais” em frente ao antigo prédio do BNDES, no setor Bancário Sul. O local escolhido tem um peso histórico: na década de 1960, foi utilizado pelas forças repressoras da ditadura para conduzir opositores, sendo palco de graves violações de direitos humanos, incluindo detenções arbitrárias, torturas físicas, psicológicas e sexuais.

No mesmo dia, no período da noite, a ADUnB-S.Sind também esteve na atividade realizada no Ceubinho, na UnB. O Ato “Sem Anistia”reuniu estudantes, professores e militantes de movimentos sociais, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A manifestação lembrou que a comunidade acadêmica da UnB foi um pilar de resistência e enfrentamento em um dos períodos mais sombrios da história do país.

"Esse local foi invadido, nossa universidade foi aviltada, nossos professores, técnicos e estudantes foram perseguidos e mortos. Os fenômenos ligados a essa perseguição se repetem em diferentes momentos, diferentes contextos, não estamos livres de investidas contra a universidade, contra o pensamento livre. Estamos em um momento delicado e que precisamos estar atentos e ocupar os espaços democráticos, ocupar as ruas e espaços públicos. Ocupar a universidade para dizer que eles não passarão e que é ecoaremos nossa voz para bradar: sem anistia para os golpistas”, destacou a presidenta do sindicato, Maria Lidia Bueno Fernandes.

 

Publicado em 02 de abril de 2025

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