Comando Local de Greve da ADUnB se reúne com a Reitora Márcia Abrahão e apresenta pauta de reivindicações ao governo federal

Representantes do Comando Local de Greve (CLG) da ADUnB-S.Sind se reuniram na manhã desta sexta-feira (7) com a reitora da Universidade de Brasília (UnB) e presidenta da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Márcia Abrahão Moura. As reivindicações do movimento paredista na UnB, que iniciou em 15 de abril, estiveram na centralidade da agenda.

O CLG apresentou quatro pontos de reivindicação com um pedido de apoio da Reitora, que participa na segunda-feira (10) de reunião com o presidente Lula, no Palácio do Planalto. O primeiro ponto trata do pedido de apoio para assegurar a reabertura da negociação do governo federal com os sindicatos representantes da Educação Superior Federal que estão em greve. “Reforçamos a importância da reabertura das negociações visando avançar numa proposta de negociação para que possamos ter ganhos dessa greve”, informou a presidenta da ADUnB-S.Sind, Eliene Novaes.

O segundo ponto trata da reivindicação da categoria de reajuste salarial de 3,69% em 2024, ao contrário da proposta de reajuste zero, apresentada pelo Governo em meados de maio. “Também queremos que seja assegurado às e aos aposentadas e aposentados um ganho também nos salários”.

O terceiro ponto da pauta da reunião foi o pedido para que reitoras e reitores das universidades federais apoiem a campanha de negociação da categoria docente e também de técnico-administrativos pelo reajuste, carreira e orçamento junto ao Governo Federal. Após pressão e mobilização das categorias, haverá novas mesas de negociações junto ao Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), nos dias 11 e 14 de junho, com técnico-administrativos e docentes, respectivamente.

A categoria também solicitou apoio para que, na reunião com o presidente Lula, seja permitida a presença dos comandos nacionais de greve para apresentar as pautas de reivindicações. “Reafirmamos a importância de que o debate sobre os orçamentos das universidades seja colocado como uma pauta conjunta da Andifes e os comandos nacionais de greve, porque a defesa da Universidade Pública passa pela recomposição dos orçamentos, e isso também é pauta da greve”, observou Eliene Novaes.

Na reunião, considerada positiva pelos representantes do CLG presentes, a reitora da UnB, Márcia Abrahão, manifestou apoio aos professores e assumiu o compromisso de apresentar as reivindicações do CLG e também falou sobre os desafios das universidades federais e as expectativas que serão apresentados ao presidente Lula durante a reunião por parte da ANDIFES, a principal delas é a recomposição dos orçamentos das universidades.

“Reforçamos ainda a importância de que a saída da greve seja uma construção coletiva, com resultados positivos para todos e, principalmente para a sociedade brasileira, que ganha uma Universidade pública fortalecida”, finalizou a presidenta da ADUnB, Eliene Novaes.

Recomposição do orçamento

Em entrevista ao Metropóles nesta quinta-feira (6), a Reitora defendeu a recomposição orçamentária destinada às universidades federais brasileiras. Segundo a gestora, o valor atual é “insuficiente”. “Nós [reitores] estamos pedindo que o orçamento das universidades em 2024 fosse de R$ 8,5 bilhões, mas ele está em R$ 6,1 bilhões. E em 2023 foi de R$ 6,2 bilhões. Então, a gente não alcançou nem 2023 ainda”, analisou.

Com o orçamento no limite, a reitora da UnB disse que as universidades já utilizaram mais da metade do seu orçamento de 2024. “Então, nesse ritmo, a gente não consegue fechar o ano das universidades. Precisamos de uma recomposição orçamentária que seja considerável para a gente conseguir fechar o ano”, defende a presidente da Andifes.

 

Publicado em 07 de junho de 2024

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